domingo, 26 de outubro de 2014
Devia ser paga por isto
Cá na residência só existe uma TV por piso, que se encontra na sala/cozinha. Ou seja, a minha pessoa não se dá ao trabalho de ir para lá ver. Até porque quem chega primeiro, é quem manda na TV, e quase nunca está a dar algo que me agrade. E também não se vê TV descansada da vida, com pessoas a falarem, a fazerem barulho, e parecendo mal nos por-nos lá, todas estateladas, nas amostras de sofá.
Mas, ver TV na internet também é impossível, pois, sendo net da universidade, tem muita coisinha bloqueada.
Mas, graças à querida NOS, eu entro no site da Iris Online (o windows 8 até tem uma aplicação) e é ver-me a ver TV toda feliz da vida (muito raramente, mas às vezes acontece).
Portanto, só tenho a agradecer ao papá, por ter mudado para a NOS, e à NOS por ter estas maravilhas.
sábado, 25 de outubro de 2014
P.s.
*Baba*

Os dilemas
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
E que assim comece a nascer a felicidade
Bullying
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Residência Universitária - parte 2
Aqui ouve-se tudo e mais alguma coisa!
É os dos quartos do lado e de cima a abrir os gavetões, arrastar cadeiras e a caminhar (mais os de cima que os do lado), a descarga da casa de banho que se deve ouvir pela residência toda. E quando alguém está na casa-de-banho, os que estão nos quartos daquela célula ouvem tudo, ou quase tudo.
O meu quarto fica por cima da sala de estudo, por isso, quando chega a parte das noitadas e eles ficam lá a trabalhar até às tantas, coma música alta ou a falarem alto, sim, eu ouço-os no meu quarto. E se eu for para junto da sanita, ouço tudo o que dizem na perfeição!
O meu quarto também está virado para a entrada, ou seja, ouço sempre o "pi" do cartão de entrada a passar e a porta a bater. E depois há aqueles que se esquecem que já é de madrugada e que há gente a dormir, e se põe a falar ou na brincadeira na entrada. A falar alto e coisas que tal.
Outro mal, é dividir quarto com pessoas que não conhecemos, e que têm hábitos e horários diferentes de nós. Uma pessoa quer dormir, a outra não. Uma tem que fazer noitada a trabalhar, a outra está cansada e só quer tudo apagado para poder dormir, etc.
E depois há que coordenar muito bem os banhos, de manhã, para não irmos todas, ao mesmo tempo, para a casa-de-banho.
Eu detesto ter de comer sozinha, e aqui é outra coisa que acontece. Acabamos a comer todos sozinhos, solitários em meses que dão para 4 pessoas.
E depois há aqueles dias em que queremos uma mesa para comer, e estão todas ocupadas. Lá temos nos que pedir, timidamente, a alguém, se se importa que nos sentemos juntos deles. E depois estão duas pessoas completamente desconhecidas, caladas, cada uma fixa no seu prato, a comerem, solitárias e envergonhadas.
A vantagem da residência é que, quem tem bolsa, não a paga, porque a acção social, ao valor da bolsa, acrescentam a mensalidade da residência.
Residência universitária
Onde estou não há cá misturas. Rapazes para um lado, raparigas para outro. Querem estar juntos? Estejam nas salas de estudo.
Isto aqui está dividido por células. Em cada célula existem 2 quartos, em cada quarto 2 pessoas. Existe também 1 única casa de banho para as 4. Estando uma lá, já mais ninguém a pode usar. Especialmente se a pessoa for tomar banho.
Na entrada existe um minibar para as 4. Cada uma fica com um espaço minúsculo em cada prateleira. Praticamente que só dá para iogurtes, queijo e fiambre, e pouco mais. Eles não se devem lembrar que nós temos de comer, que cozinhar, e que dá jeito fazer comida a mais e guardar no frigorífico. Especialmente porque somos quase 40 para uma só cozinha, cozinha essa com somente 2 fogões eléctricos, cada um com 2 discos. E estarmos lá muitos a cozinhar não dá jeito. Eu, por exemplo, detesto estar a cozinhar com pessoas lá. Gosto de cozinhar sossegada. E à pala disso acabo muitas vezes por ir fazer o jantar ao final da tarde, por exemplo, e depois aqueço-o.
O forno avariou o ano passado, o do piso onde estou, e nunca mais voltou.
A máquina de lavar da minha ala (cada piso tem 2 lavandarias, em cada extremidade) avariou no final do ano passado. Problemas no motor, disseram. Arranjaram e ficou tudo em ordem. Chego cá e o que encontro? A máquina avariada!
Como é que ela avariou se nas férias não estava cá ninguém para a usar?
Agora tenho de andar com a roupa para longe, andar com ela de um lado para o outro, até conseguir uma vaga para a conseguir lavar.
domingo, 5 de outubro de 2014
Aquele mal chamado ciúmes e que existe quando se gosta de alguém
sábado, 4 de outubro de 2014
Sex Tape
Sinceramente, esperava outro tipo de história. Já sabia a história base, de serem um casal que se filmaram a fazer sexo e que, acidentalmente, colocaram o vídeo "Online".
Mas estava à espera de outro tipo de história.
Na realidade eles são casados e com filhos. Adoravam sexo mas, com a chegada da primeira gravidez, tornou-se complicado haver tempo, ocasião e vontade para andar a fornicar loucamente como na altura de estudantes.
Ou seja, quem vê este filme perde logo a vontade de ter filhos.
Por outro lado, gostei das peripécias pelas quais eles passam, na tentativa de recuperar todos os iPads que contêm o tal vídeo. Especialmente da peripécia que se passa a meio do filme, em que envolve um cão que anda a perseguir e a atacar o actor principal. Fartei-me de rir!
Já me ia esquecendo...
Chegou esta semana, quinta, salvo erro.
Anda na ESA, a escola rival da ESART.
Parece ser simpática, acessível, entendemo-nos bem.
Ao menos isso!
Agora falta a colega de quarto dela aparecer, que ainda não deu sinais de vida.
Ainda em modo férias
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
nós temos portas desenhadas pelo designer da lamborghini
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Directamente de Castelo Branco
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Dois dias diferentes
Sexta-feira à noite fui dormir a casa da minha Aninha e foi noiye de karaoke.
Eles são clientes tão frequentes que já conhecem o pessoal de lá e têm direito ao melhor sítio do bae reservado, com direito a sofás e pufs e coisas que tal.
Pessoalmente, não gosto de karaoke. Cantar, para mim, é na brincadeira ou sozinha, longe de microfones e pessoas a olhar.
Também podia ter dançado, mas, sinceramente, naquele dia não me sentia à-vontade. Não me sentia bem. Era como se tivesse perdida a autoconfiança toda e quisessr estar o mais despercebida possível naquele espaço. E depois era tudo coreografias feitas, e era para eu andar lá completamente perdida!
Sábado passamos a tarde na esplanada, e fomos jantar a Gaia (aquela alheira soube-me pela vida!), e rimo-nos tanto, tanto, mas tanto... já não me lembro da última vez que me ri tanto num só dia! Acho que já me ri para o ano todo!
E claro, quando a Ana começou com aquele seu sorriso característico, foi ver toda a gente a olhar. Difícil passar despercebido assim.
Nesse mesmo dia, antes de irmos vim a casa confirmar se podia mesmo ir. A minha mãe contou que tinha caído e teve a explicar a queda, chegamos cá fora e a Ana espalhou-se ao comprido! Ainda a vi a tentar apoiar-se ao capot do carro, mas sem sucesso. E foi uma queda tão cómica que foi complicado ajudá-la sem me desmanchar a rir. Os trabalhadores que andam aqui na rua até vieram perguntar se ela precisava de ajuda, imaginem só! Ao menos foram simpáticos.
Ao vir embora, e na tentiva de levar o Philippe a casa, como já vem sendo costume, perdemo-nos. Andamos, literalmente, às voltas! E cheguei 10min depois da hora que tinha combinado com o meu pai. O que vale é que ele estava forradinho a dormir.
Estes dois deram para conhecer pessoas novas, distrair-me, conviver um bocado, ir contra ao que estou habituada cá e para rever antigos colegas. E foi super estranho ver a Ana com o Brazuka! Mas ele parece diferente daquilo que era...
E que corra tudo bem, é só o que eu desejo :)
E amanhã vai ser andar o dia todo a correr a fazer tudo, para quarta de manhã me pôr na alheta.
Esta noite pouco irei dormir (ainda vou ler) e amanhã também.
Vou andar de rascos, com dores nos olhos e o caraças, mas pode ser que assim durma a viagem toda!
A mala já está quase feita, ao menos isso. O pior é o resto...
Bem, vou indo. Quanto mais tarde for, menos leio, mais tarde adormeço e menos durmo.
Vou tentar ir dando notícias!
M.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Vamos lá dar vida a isto
A minha pessoa diz que voltou para ficar, mas, vai-se a ver, e a realidade é outra.
A verdade é que ando desanimada e sem vontade para escrever.
Ando com uma saúde um caco! Tenho o belo do colesterol alto e estou com uma ligeira anemia. Anemia esta que me eeixa sonolenta, cansada, sem paciência, irritadiça, e sei lá mais o quê! E pronto, é esta a minha vida...
E depois comecei a ver a série "The Vampire Diaries" e, ao que parece, fiquei viciada naquilo. Então, todas as noites, pego no tablet e enfio-me na cama a ver. Isto depois de ter visto o novo episódio da nova novela da TVI, "Jardins Proibidos" (aproveitar enquanto há TV, que em CB vejo tudo por um canudo).
Acabei ontem a primeira temporada, e agora pretendo fazer uma pausa e dedicar-me à leitura. A ver se termino o livro "A rapariga que roubava livros" antes de voltar para CB. Coisa que farei na próxima terça-feira, e, tendo em conta que amanhã vou passar a noite fora e que irei conhecer as noites no karaoke, isso significa que tenho 3 marabilhosas noites para o acabar. E faltam-me, nada mais nada menos, que 300 páginas. Uma média de 100 páginas por noite.
Ler à velocidade da luz!
Esta semana também me associei ao Círculo de Leitores (que agora tem uma parceria com a livraria Bertrand, o que faz com que haja um maior leque de ofertas), alimentar mais o meu vício. Coisa que o sr meu pai não achou piada nenhuma!
Mas enfim, agora está feito papi!
Vou tentar manter a minha vontade de escrita activa, mas je não promete nada.
Está visto que, neste área, mins não consegue cumprir as promessas.
E agora, fones nos ouvidos, e dedicar-me um bocadinho à leitura.
Quando me cansar da música, delicio-me com o som do temporal que vai lá fora.
Tenham uma boa noite!
M.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Hoje deu-me para os poemas #3
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente,
E viva eu cá na terra sempre triste.
Se lá no assento Etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente,
Que já nos olhos meus tão puro viste.
E se vires que pode merecer-te
Algũa cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,
Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
Hoje deu-me para os poemas #2
Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
Hoje deu-me para os poemas
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

