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domingo, 26 de outubro de 2014

Devia ser paga por isto

Em Agosto, o meu pai mudou a operadora lá de casa para a NOS (nunca, na vossa vida, se lembrem da infelicidade de aderiram à Cabovisão. É um aviso! Vai ser a pior asneira que irão fazer na vossa vida!), e foi a melhor coisa que fez!

Cá na residência só existe uma TV por piso, que se encontra na sala/cozinha. Ou seja, a minha pessoa não se dá ao trabalho de ir para lá ver. Até porque quem chega primeiro, é quem manda na TV, e quase nunca está a dar algo que me agrade. E também não se vê TV descansada da vida, com pessoas a falarem, a fazerem barulho, e parecendo mal nos por-nos lá, todas estateladas, nas amostras de sofá.
Mas, ver TV na internet também é impossível, pois, sendo net da universidade, tem muita coisinha bloqueada.

Mas, graças à querida NOS, eu entro no site da Iris Online (o windows 8 até tem uma aplicação) e é ver-me a ver TV toda feliz da vida (muito raramente, mas às vezes acontece).

Portanto, só tenho a agradecer ao papá, por ter mudado para a NOS, e à NOS por ter estas maravilhas.

sábado, 25 de outubro de 2014

E depois de vasculhar...

Sisley Dias!!

Bolas, estava complicado...

P.s.

E ele faz-me lembrar um actor português, que tenho a imagem dele na minha mente, entrou no MCA, mas não em lembro o nome. Fuck!

*Baba*

Uma amiga com bons gostos partilhou uma imagem no facebook, e a minha pessoa, mal inicia sessão, depara-se com isto:



Baba, muita baba, claro está!

Dá-se pelo nome de Nick Bateman, e nunca o tinha visto na vida.
Mas eu pagava para me esbarrar com uma coisa destas na rua. Na versão barba, sff!
Alguém que me arranje um português destes. Prometo que será amor à primeira vista!


Os dilemas

Eu lembro-me de vir cá escrever, mas depois esqueço-me do que vinha cá dizer. Ou então dá-me a preguiça e não escrevo. Ou ainda me ponho a ver TVD (o raio da série é mesmo viciante e a Nina... God!! Mas que actriz que temos ali! Até 3 papéis aos mesmo tempo, na mesma história, aquela menina consegue fazer. Haja talento!) e acabo por não vir escrever.


Outras vezes é porque estou terrivelmente deprimida, quero vir para aqui escrever, desabafar, mas depois acho que é melhor não escrever e guardar para mim.

Esta minha cabeça vive de dilemas.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

E que assim comece a nascer a felicidade

Isto começa a ser preocupante... Começa a ser fazer muitas coisas a dois, a passar grande parte do meu tempo livre com ele, e eu começo a ter medo de estar a viver uma ilusão, ou de estar feliz com uma realidade que não existe.
Mas, por mais medo que tenha, não quero ficar sem isto. Porque me sabe bem, porque me faz feliz. Porque torna a minha estadia em CB mais agradável, porque me faz caminhar, coisa que o médico mandou-me fazer com regularidade.
Já fizemos jantares um para o outro, outras vezes eu levo a comida já feita e jantamos juntos, outras vezes é só para eu ter companhia naqueles trabalhos mais chatos e aborrecidos em que só me apetece desistir deles.
Depois há os momentos de relax, que acaba com arrepios, risos e brincadeira e que eu ADORO!
Como cá nenhum de nós tem popó, ás vezes vamos a pé, juntos, ás compras. Outras fazemos companhia um ao outro a ir para a escola, quando calha de entrarmos à mesma hora e nenhum de nós tem boleia.
Ele precisava de comprar roupa e eu tinha um livro para ir levantar à Bertrand. E este sábado fomos juntos, ao Fórum de Castelo Branco, tratar disso. (por falar em ir ás compras, comprei uns bálsamos de aromas na loja da Ale-hop, numa tentativa de ter um que soubesse a baunilha, e eles revelaram-se uma verdadeira merda!) 
Ir com um rapaz, comprar roupa, é estranho. Para começar, acho isso algo muito "casal", e depois só estou habituada a ir com a Inês, não com um rapaz, Ainda por cima, para ele.
Mas gostei. Acabou por ser uma tarde bem passada, e acabei por fazer a boa de uma caminhada! (e ainda trouxe bombocas de morango para me deliciar).
Hoje ele lembrou-se que havia uma feira cá em CB e perguntou-me se eu já tinha ido lá. Como respondi que não, combinámos que hoje de manhã iríamos lá para ele me mostrar aquilo (outra coisa muito "casal", a meu ver. E sim, eu vou acordar cedo no único dia em que não tenho aulas para estar com ele).

A verdade é que, graças a ele, já conheci bastante coisa em que em CB. Coisas que sabia das sua existência, mas que nunca as tinha ido visitar. Muito por falta de vontade, de curiosidade e de companhia.
Ás vezes até que quero visitar as coisas e conhecê-las, mas não companhia ou quem me puxe para tal, e acabo por me entregar à preguiça e não ir à descoberta de nada.
Ou seja, se não fosse ele, andaria aqui 3 anos e acabaria por ir embora por não conhecer quase nada de Castelo Branco.

E estas coisas que eu digo que são muito de "casal" sabem tão bem... Mas confesso que tenho receio de levitar alto demais. De um dia perceber que andei a viver uma felicidade ilusória, que eu criei com pequenas coisas que me faziam sorrir e sentir-me bem.

Porém, a esperança é a última a morrer, e eu vivo muito com base nela.
Sei também que não é a melhor altura para ele se envolver seja no que for. Que precisa de tempo, de espaço, de voltar a se encontrar, de voltar a sentir-se bem com ele próprio, e de querer voltar a arriscar partilhar a sua vida com outra pessoa.
Portanto, pretendo viver todos estes bocadinhos como se fossem a melhor coisa do mundo, e continuar a guardar e a agarrar a este esperança que tenho dentro de mim.

E que assim comece a nascer a felicidade...

Bullying

No outro dia, estava eu a sair da residência, e reparei-me com uma rapariga novita que tinha vindo buscar um puto ao infantário aqui da frente. E acabei por apanhar parte da conversa em que ela lhe perguntava como tinha corrido o dia e se alguém lhe tinha batido ou feito mal.


E a minha pergunta é, será que uma criança que sofra bullying físico na escola (pois sabemos que também há aquele que só deixa marcas psicológicas) responderia a verdade a uma pergunta tão directa? Será que não teria medo na mesma de admitir? De contar? De dizer e depois sofrer mais?
Por outro lado, é certo e sabido que, para se evitar que isto aconteça, as crianças têm que se sentir à vontade em casa para contar, confiança. 


Mas que gostei de ver uma criança tão nova preocupada com outra, com medo de que ele sofra bullying na escola, e ver que já há um alerta para este acto, que as pessoas tentam andar mais atentas, gostei.

Que a sociedade evolua!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Residência Universitária - parte 2

E continuo a dizer que morar numa residência só é giro nos filmes.
Aqui ouve-se tudo e mais alguma coisa!
É os dos quartos do lado e de cima a abrir os gavetões, arrastar cadeiras e a caminhar (mais os de cima que os do lado), a descarga da casa de banho que se deve ouvir pela residência toda. E quando alguém está na casa-de-banho, os que estão nos quartos daquela célula ouvem tudo, ou quase tudo.
O meu quarto fica por cima da sala de estudo, por isso, quando chega a parte das noitadas e eles ficam lá a trabalhar até às tantas, coma música alta ou a falarem alto, sim, eu ouço-os no meu quarto. E se eu for para junto da sanita, ouço tudo o que dizem na perfeição!
O meu quarto também está virado para a entrada, ou seja, ouço sempre o "pi" do cartão de entrada a passar e a porta a bater. E depois há aqueles que se esquecem que já é de madrugada e que há gente a dormir, e se põe a falar ou na brincadeira na entrada. A falar alto e coisas que tal.

Outro mal, é dividir quarto com pessoas que não conhecemos, e que têm hábitos e horários diferentes de nós. Uma pessoa quer dormir, a outra não. Uma tem que fazer noitada a trabalhar, a outra está cansada e só quer tudo apagado para poder dormir, etc.
E depois há que coordenar muito bem os banhos, de manhã, para não irmos todas, ao mesmo tempo, para a casa-de-banho.

Eu detesto ter de comer sozinha, e aqui é outra coisa que acontece. Acabamos a comer todos sozinhos, solitários em meses que dão para 4 pessoas.
E depois há aqueles dias em que queremos uma mesa para comer, e estão todas ocupadas. Lá temos nos que pedir, timidamente, a alguém, se se importa que nos sentemos juntos deles. E depois estão duas pessoas completamente desconhecidas, caladas, cada uma fixa no seu prato, a comerem, solitárias e envergonhadas.

A vantagem da residência é que, quem tem bolsa, não a paga, porque a acção social, ao valor da bolsa, acrescentam a mensalidade da residência.

Residência universitária

Esqueçam as residências universitárias que vêem nos filmes. Mistas, com grande festas, um quarto para duas pessoas e casa de banho para cada quarto. Esqueçam lá isso porque a realidade é bem diferente.
Onde estou não há cá misturas. Rapazes para um lado, raparigas para outro. Querem estar juntos? Estejam nas salas de estudo.
Isto aqui está dividido por células. Em cada célula existem 2 quartos, em cada quarto 2 pessoas. Existe também 1 única casa de banho para as 4. Estando uma lá, já mais ninguém a pode usar. Especialmente se a pessoa for tomar banho.
Na entrada existe um minibar para as 4. Cada uma fica com um espaço minúsculo em cada prateleira. Praticamente que só dá para iogurtes, queijo e fiambre, e pouco mais. Eles não se devem lembrar que nós temos de comer, que cozinhar, e que dá jeito fazer comida a mais e guardar no frigorífico. Especialmente porque somos quase 40 para uma só cozinha, cozinha essa com somente 2 fogões eléctricos, cada um com 2 discos. E estarmos lá muitos a cozinhar não dá jeito. Eu, por exemplo, detesto estar a cozinhar com pessoas lá. Gosto de cozinhar sossegada. E à pala disso acabo muitas vezes por ir fazer o jantar ao final da tarde, por exemplo, e depois aqueço-o.
O forno avariou o ano passado,  o do piso onde estou, e nunca mais voltou.
A máquina de lavar da minha ala (cada piso tem 2 lavandarias, em cada extremidade) avariou no final do ano passado. Problemas no motor, disseram. Arranjaram e ficou tudo em ordem. Chego cá e o que encontro? A máquina avariada!
Como é que ela avariou se nas férias não estava cá ninguém para a usar?
Agora tenho de andar com a roupa para longe, andar com ela de um lado para o outro, até conseguir uma vaga para a conseguir lavar.
Se gosto de aqui estar? Não. Mas não tenho escolha. E penso no único lado positivo que isto tem: tenho aquecimento. O que cá é uma maravilha, tendo em conta a cidade fria que Castelo Branco é.

domingo, 5 de outubro de 2014

Aquele mal chamado ciúmes e que existe quando se gosta de alguém

Sim, eu sofro daquele mal chamado ciúmes.
Não tenho culpa, é uma coisa que desperta, volta e meia, dentro de mim e que eu tento, eu tento controlar, mas é mais forte que eu.
E claro, quando vejo alguém a "roubar-me" tempo em que eu podia estar a aproveitar a passá-lo ao lado da pessoa de quem gosto, é algo que me faz ficar ciumenta e chateada, claro que sim!
É que se fosse uma amiga daquelas próximas, chegadas, em que eu sei que posso confiar... Mas não, não é o caso. É somente uma pessoa com que me dou relativamente bem. Mas se confio nela? Não. Óbvio que não!

E pronto, estou irritada. Vim tentar deitar para fora.

sábado, 4 de outubro de 2014

Sex Tape

Ontem estive a ver o filme Sex Tape.

Sinceramente, esperava outro tipo de história. Já sabia a história base, de serem um casal que se filmaram a fazer sexo e que, acidentalmente, colocaram o vídeo "Online".
Mas estava à espera de outro tipo de história.
Na realidade eles são casados e com filhos. Adoravam sexo mas, com a chegada da primeira gravidez, tornou-se complicado haver tempo, ocasião e vontade para andar a fornicar loucamente como na altura de estudantes.
Ou seja, quem vê este filme perde logo a vontade de ter filhos.
Por outro lado, gostei das peripécias pelas quais eles passam, na tentativa de recuperar todos os iPads que contêm o tal vídeo. Especialmente da peripécia que se passa a meio do filme, em que envolve um cão que anda a perseguir e a atacar o actor principal. Fartei-me de rir!


Resumindo, não esperem um filme extraordinário, com uma história extraordinária, mas é um filme bastante bom para distrair e rir. Porque sim, dá mesmo para rir!

Já me ia esquecendo...

Já vos disse que há gente no quarto ao lado?
Chegou esta semana, quinta, salvo erro.
Anda na ESA, a escola rival da ESART.
Parece ser simpática, acessível, entendemo-nos bem.
Ao menos isso!

Agora falta a colega de quarto dela aparecer, que ainda não deu sinais de vida.

Ainda em modo férias

Isto está complicado. Primeira semana de aulas, onde supostamente deveria ser só aulas de apresentação, e já andamos entulhados em trabalhos, com datas apertadas.
Uma pessoa ainda nem se habituou à ideia de que já não está de férias, ainda nem o corpo se habituou a esta nova rotina de trabalho, e já não podemos ver o calendário que aquilo já mete medo com tantas coisas marcadas.


Esta semana custou a passar para caraças! Eu cheguei a quinta-feira convicta de que já era sexta. Foi uma semana demasiado longa, com muita coisa. Desde que cheguei a Castelo Branco que ainda nem tive tempo para descansar como devia ser, para respirar!
Tive esta noite. E já não era sem tempo. E era mais que merecido, bolas!
Andei sempre de um lado para o outro, dormir pouco, caminhar muito, ficar constipada, cansaço,...

Mas vá, já é fim-de-semana! Ok, um fim-de-semana cheio de trabalhos para fazer, mas não interessa. É fim-de-semana! E já posso respirar mais um bocado de alívio e ver mais descansadamente a série The Vampire Diaries.
Já vos disse que ando viciada naquilo?

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

nós temos portas desenhadas pelo designer da lamborghini

Já estive de cama, tem estado um calor desgraçado, mas a temperatura vai começar a descer. E eu fico contente porque vou deixar de morrer de calor a ir a pé para a escola, mas também começo a ficar assustada. Se a coisa começa a descer muito, não tenho roupa que aguente!

Hoje fiquei a saber que as portas da minha escola são portas de design. Foram desenhadas por um designer da lamborghini. Há, pois! Isto é só coisa fina.
E tiveram que pedir para mudar as louças sanitárias, porque as que vinham no projecto eram de autor, caríssimas!
Eles deviam de andar a nadar em dinheiro quando mandaram fazer o projecto.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Directamente de Castelo Branco

De regresso a terras albicastrenses. Estou aqui há uma semana, mas sinto-me como se estivesse cá há quase 1 mês.

Tenho-me sentido na nuvens, ao mesmo tempo que tenho levado com água fria que o fazem manter os pés bem acentes no chão. Continuo a sonhar com algo que quero, que gostava, ao mesmo tempo que sinto interiormente que tal não vai ser possível. São sonhos que nunca passaram disso: de sonhos. São sonhos em que a sua realização não dependem de mim, e a pessoa de quem eles dependem tem outros sonhos e desejos, não compatíveis com os meus.
Gostar de alguém é assim, entregar nas mãos de outros os nossos sonhos, a possibilidade de se realizarem, parte do nosso futuro e da nossa felicidade.


Passando à frente, escola nova. Ou melhor, instalações novas.
Ali toda a gente se cruza com toda a gente. Ntes raramente encontrávamos alguém que não fosse da nossa turma, mas agora estamos constantemente a esbarrarmo-nos com toda a gente e mais alguma. Incuindo aquelas pessoas que preferiamos nunca as vermos à frente.
Tem estado um calor desgraçado,  mas dentro da escola está fresquinho. Até fresquinho demais!
Já estava tão habituada à outra escola que é estranho estar nesta. Mas sabe bem saber que a escola é perto da residência.  Que em 15min estou lá, sem necessitar de estar dependente de autocarros ou boleias.
Por outro lado, e isto só comprova a má organização das coisas, neste momento estamos sem oficinas. E porquê? Porque ninguém se lembrou de tirar as medidas às máquinas e quando quiseram fazer a transferência das mesma, descobriram ue elas não passam nas portas. Assim sendo, este primeiro semestre vão andar a fazer obras nas oficinas para alargar a entrada a ver se, no próximo semestre, já está tudo transferido para a nova.
Até lá, e agora vem a estupidez, as oficinas continuaram a ser na Agrária, onde sempre foram. Ou seja, 2 vezes por semana, tenho de apanhar o autocarro, andar ainda 10min a pé, continuar com o massacre de antes, longe da nova escola incompleta. 
É esta a organização que temos. Tanta coisa para fazerem as mudanças, que nem confirmaram se tal era realmente possível.


Quanto à nova colega de quarto, mais uma vez, é uma caloira. Chama-se Diana, é de Lisboa, a mãe e a tia são pessoas super simpáticas e, até ver, ela também. 
Nestes dois dias que se passaram desde que ela cá está que nos temos entendido bem. Vamos lá a ver é se assim continua. Eu rezo para que sim, e parece-me que, desta vez, serei ouvida.
Quanto às raparigas do quarto ao lado, ainda não há sinais da sua existência. Que assim continuem que nós agradecemos.

E agora retiro-me, pois parece que a minha pessoa está a querer ficar doente e ando a cair para os lados.
M.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Dois dias diferentes

Sexta-feira à noite fui dormir a casa da minha Aninha e foi noiye de karaoke.
Eles são clientes tão frequentes que já conhecem o pessoal de lá e têm direito ao melhor sítio do bae reservado, com direito a sofás e pufs e coisas que tal.
Pessoalmente, não gosto de karaoke. Cantar, para mim, é na brincadeira ou sozinha, longe de microfones e pessoas a olhar.
Também podia ter dançado, mas, sinceramente, naquele dia não me sentia à-vontade. Não me sentia bem. Era como se tivesse perdida a autoconfiança toda e quisessr estar o mais despercebida possível naquele espaço. E depois era tudo coreografias feitas, e era para eu andar lá completamente perdida!

Sábado passamos a tarde na esplanada, e fomos jantar a Gaia (aquela alheira soube-me pela vida!), e rimo-nos tanto, tanto, mas tanto... já não me lembro da última vez que me ri tanto num só dia! Acho que já me ri para o ano todo!
E claro, quando a Ana começou com aquele seu sorriso característico, foi ver toda a gente a olhar. Difícil passar despercebido assim.

Nesse mesmo dia, antes de irmos vim a casa confirmar se podia mesmo ir. A minha mãe contou que tinha caído e teve a explicar a queda, chegamos cá fora e a Ana espalhou-se ao comprido! Ainda a vi a tentar apoiar-se ao capot do carro, mas sem sucesso. E foi uma queda tão cómica que foi complicado ajudá-la sem me desmanchar a rir. Os trabalhadores que andam aqui na rua até vieram perguntar se ela precisava de ajuda, imaginem só! Ao menos foram simpáticos.

Ao vir embora, e na tentiva de levar o Philippe a casa, como já vem sendo costume, perdemo-nos. Andamos, literalmente, às voltas! E cheguei 10min depois da hora que tinha combinado com o meu pai. O que vale é que ele estava forradinho a dormir.

Estes dois deram para conhecer pessoas novas, distrair-me, conviver um bocado, ir contra ao que estou habituada cá e para rever antigos colegas. E foi super estranho ver a Ana com o Brazuka! Mas ele parece diferente daquilo que era...
E que corra tudo bem, é só o que eu desejo :)

E amanhã vai ser andar o dia todo a correr a fazer tudo, para quarta de manhã me pôr na alheta.
Esta noite pouco irei dormir (ainda vou ler) e amanhã também.
Vou andar de rascos, com dores nos olhos e o caraças, mas pode ser que assim durma a viagem toda!
A mala já está quase feita, ao menos isso. O pior é o resto...

Bem, vou indo. Quanto mais tarde for, menos leio, mais tarde adormeço e menos durmo.

Vou tentar ir dando notícias!

M.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Vamos lá dar vida a isto

A minha pessoa diz que voltou para ficar, mas, vai-se a ver, e a realidade é outra.
A verdade é que ando desanimada e sem vontade para escrever.
Ando com uma saúde um caco! Tenho o belo do colesterol alto e estou com uma ligeira anemia. Anemia esta que me eeixa sonolenta, cansada, sem paciência, irritadiça, e sei lá mais o quê! E pronto, é esta a minha vida...

E depois comecei a ver a série "The Vampire Diaries" e, ao que parece, fiquei viciada naquilo. Então, todas as noites, pego no tablet e enfio-me na cama a ver. Isto depois de ter visto o novo episódio da nova novela da TVI, "Jardins Proibidos" (aproveitar enquanto há TV, que em CB vejo tudo por um canudo).
Acabei ontem a primeira temporada, e agora pretendo fazer uma pausa e dedicar-me à leitura. A ver se termino o livro "A rapariga que roubava livros" antes de voltar para CB. Coisa que farei na próxima terça-feira, e, tendo em conta que amanhã vou passar a noite fora e que irei conhecer as noites no karaoke, isso significa que tenho 3 marabilhosas noites para o acabar. E faltam-me, nada mais nada menos, que 300 páginas. Uma média de 100 páginas por noite.
Ler à velocidade da luz!

Esta semana também me associei ao Círculo de Leitores (que agora tem uma parceria com a livraria Bertrand, o que faz com que haja um maior leque de ofertas), alimentar mais o meu vício. Coisa que o sr meu pai não achou piada nenhuma!
Mas enfim, agora está feito papi!

Vou tentar manter a minha vontade de escrita activa, mas je não promete nada.
Está visto que, neste área, mins não consegue cumprir as promessas.

E agora, fones nos ouvidos, e dedicar-me um bocadinho à leitura.
Quando me cansar da música, delicio-me com o som do temporal que vai lá fora.

Tenham uma boa noite!

M.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Hoje deu-me para os poemas #3

Alma Minha Gentil, que te Partiste

Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente,
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento Etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente,
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Algũa cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

Hoje deu-me para os poemas #2

E este descreve o que ando a sentir


Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:

Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.


O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

Hoje deu-me para os poemas

Amor é um Fogo que Arde sem se Ver

Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"